22/05/2017 09:00:06 - Atualizado em 22/05/2017 09:05:58 por VerÔnica mattos


E o lobo evolui...

 

O que abalou o país nessa última semana não foi simplesmente a derrocada de um Chefe de Estado.
O que balançou nossas estruturas foi perceber que não há limites imagináveis para a falta de hombridade, de honestidade.

O que nos deixou cabisbaixos foi perceber que não há esperança possível, nesse momento. E o ser humano necessita de esperança para sobreviver, para lutar.

A sensação que tenho é de que a desonestidade é que é o paradigma natural.

E isso detona nosso Sistema Educacional. Isso destrói nossas aulas de Ética, de Relações Humanas. Nossos alunos, não sem razão, nos bombardeiam com questões que, por mais preparados que estejamos não conseguimos mais explicar.

O argumento de que mesmo o Homem que tem em sua construção valores como honestidade e respeito ao coletivo, quando se junta ao grupo abre mão desses valores e absorve as normas do grupo é, no mínimo, indecente. 

Não somos como disse Hobbes (Thomas Hobbes- 1588-1679), lobos de nós mesmos. Hobbes sustentava que a natureza humana é regida pelo egoísmo e pela autopreservação e que cada homem deveria submeter sua vontade a um déspota; defendia a centralização do poder, temia que o excesso de opiniões divergentes pudesse atrapalhar a sociedade. 

Caro Sr. Hobbes, séculos depois precisei buscar nas suas reflexões algo que me desse ânimo para sustentar junto aos meus alunos, que está tudo errado. Precisei buscar sustentação para acreditar que é possível corrigir o rumo dessa embarcação chamada BRASIL.

Não podemos aceitar a liderança de déspotas que tratam a Nação como o quintal de sua própria casa; não podemos acreditar que a divergência de opiniões leva ao caos.
Voltemos, pois às nossas aulas de Ética!