05/09/2017 11:54:28 - Atualizado em 05/09/2017 11:58:22

Rio de Janeiro bate recorde de transplante de córnea

  Divulgação-Ascom

Outra boa notícia é que só em agosto foram realizados 106 transplantes de córnea, o antigo recorde mensal era de 96 cirurgias.

O Programa Estadual de Transplantes (PET) acaba de bater dois recordes históricos: nos primeiros 8 meses de 2017, foram realizados 576 transplantes de córnea, o número supera todo o ano de 2016, quando foram feitos 575 procedimentos desse tipo. Outra boa notícia é que só em agosto foram realizados 106 transplantes de córnea, o antigo recorde mensal era de 96 cirurgias.
 
“Os números alcançados pelo PET mostram que estamos avançando na questão da doação de órgãos. A fila de espera por um transplante como esse era de 10 anos e no ano passado conseguimos reduzi-la para um ano e meio. A doação de órgãos só é possível se houver solidariedade, se as pessoas estiverem bem informadas sobre esse assunto, por isso, temos que debater, temos que conversar com nossos familiares e amigos. As córneas podem ser afetadas por vários problemas e em muitos casos o transplante é a única chance que a pessoa tem de voltar a enxergar” ressaltou o secretário de Saúde, Luiz Antônio Teixeira Jr.
 
Tecidos como córnea, ossos, pele e válvulas cardíacas podem ser doados tanto nos casos de morte encefálica quanto na morte resultante de parada cardíaca, diferentemente do que ocorre com órgãos como o coração, fígado e rins, entre outros, que só podem ser doadores pessoas que sofreram morte cerebral. Assim como na doação de órgãos, a autorização familiar é a única forma de garantir que as córneas sejam doadas. Após a captação, que deve ocorrer em até seis horas depois do falecimento, elas podem ser devidamente armazenadas por até 14 dias, facilitando as cirurgias de transplante. Atualmente, o estado conta com 27 unidades transplantadoras.
 
“ Nossa equipe está em festa com o sucesso do trabalho. Estamos ampliando o número de procedimentos gradativamente e o ano de 2017 está superando nossas expectativas. O progresso de aumento do número de captações para o transplante de córnea vem acontecendo desde 2014, várias ações foram colocadas em prática. Otimizamos a captação de morte encefálica, aumentamos o aceite de córneas que vêm de outros estados e a captação de córnea de doadores vítimas de parada cardíaca e estamos realizando um trabalho junto aos centros transplantadores, que vêm se organizando e se estruturando para realizar o procedimento. Esperamos realizar pelo menos 700 transplantes de córnea em 2017” explicou Gabriel Teixeira, coordenador do PET.

 

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